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Smartphones – o mau do século 21

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

Smartphones – o mau do século 21 – O Que os Celulares Estão Fazendo com as Pessoas no Mundo Atual

Neste artigo você vai aprender mais sobre Smartphones – o mau do século 21:

  • Contexto Global: Os Números Que Assustam
  • Crianças: O Que Horas de Tela Estão Fazendo Com o Cérebro em Desenvolvimento
  • O Cérebro Infantil Não Foi Feito Para Isso
  •  O Que a Ciência Diz
  • Declarações de Autoridades
  • Sinais de Alerta nos Seus Filhos
  • Adolescentes: A Geração Mais Ansiosa da História
  • O “Grande Recabeamento” da Adolescência
  • O Que a Ciência Diz
  • Declarações Oficiais de Autoridades
  • Os Mecanismos Que Destroem a Saúde Mental Adolescente
  • Adultos: O Vício Silencioso Que Ninguém Admite Ter
  • “Eu Controlo o Meu Uso” — A Ilusão Mais Perigosa
  • O Que a Ciência Diz
  • Declarações de Autoridades
  • Os Danos Mais Documentados em Adultos
  • Vídeos Recomendados Para Aprofundamento
  • Referências Científicas Consolidadas
  • Conclusão: O Que Fazer Com Essas Informações

LEIA ISSO ANTES DE TUDO sobre Smartphones – o mau do século 21

Se você tem filhos, é adolescente ou usa o celular por mais de 3 horas por dia — este artigo foi escrito para você.

Imagine um dispositivo que, em menos de 15 anos, reconfigurou o cérebro de uma geração inteira. Não é ficção científica. É o que está documentado em centenas de estudos científicos revisados por pares, alertas de governos e declarações de autoridades médicas de todo o mundo.

O celular — especificamente o smartphone com acesso às redes sociais — está no centro de uma das maiores crises de saúde mental da história moderna. Crianças perdem a capacidade de concentração. Adolescentes desenvolvem ansiedade, depressão e distorção de autoimagem em escala epidêmica. Adultos têm o foco fragmentado, o sono comprometido e a produtividade destruída — muitas vezes sem perceber.

Este estudo reúne as pesquisas científicas mais relevantes dos últimos anos, declarações oficiais de autoridades como o Cirurgião-Geral dos EUA, o psicólogo Jonathan Haidt(NYU),  OMS e a American Psychological Association, além de dados que vão mudar a forma como você olha para a tela que está na sua mão agora. Leia até o fim. O que você vai descobrir pode mudar decisões que afetam você e sua família.

CONTEXTO GLOBAL: OS NÚMEROS QUE ASSUSTAM

Antes de mergulharmos nos subtópicos, os dados globais precisam ser compreendidos:

  • Média mundial de uso do smartphone: 6h58 por dia (DataReportal, 2024)
  • Crianças de 8 a 12 anos passam em média 4 a 6 horas por dia em frente às telas
  • Adolescentes chegam a 7 a 9 horas diárias de exposição a telas (fora o uso escolar)
  • Entre 2012 e 2023, as taxas de depressão entre adolescentes nos EUA aumentaram 145%
  • A OMS classifica o sedentarismo digital como fator de risco global para saúde mental

CRIANÇAS: O QUE HORAS DE TELA ESTÃO FAZENDO COM O CÉREBRO EM DESENVOLVIMENTO

O Cérebro Infantil Não Foi Feito Para Isso por isso Smartphones – o mau do século 21

O cérebro de uma criança está em plena formação até os 25 anos. Os primeiros anos de vida são críticos para o desenvolvimento de circuitos neurais ligados àatenção, linguagem, empatia e regulação emocional. Quando esse processo é interrompido ou substituído por estímulos digitais de alta velocidade, as consequências são profundas e duradouras.

O Que a Ciência Diz sobre Smartphones – o mau do século 21

  1. PREJUÍZO COGNITIVO DOCUMENTADO POR NEUROIMAGEM O estudo mais abrangente já realizado sobre o tema — o ABCD Study (AdolescentBrainCognitiveDevelopment), financiado pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde dos EUA) — acompanhou mais de 11.800 crianças e revelou que aquelas com mais de 2 horas diárias de tempo de tela apresentavam menor espessura do córtex pré-frontal, região responsável por tomada de decisões, controle de impulsos e raciocínio lógico.         Fonte: Chaarani, B. et al. (2022). Baseline brain imaging characteristics  on task MRIpredict ABCD Study outcomes. Developmental Cognitive Neuroscience. https://abcdstudy.org
  2. ATENÇÃO FRAGMENTADA E INCAPACIDADE DE FOCO SUSTENTADO Um estudo publicado na Frontiers in Psychology (2023) com crianças do ensino fundamental demonstrou que o uso excessivo de smartphones está associado a déficits significativos na função executiva — incluindo memória de trabalho, atenção seletiva e controle inibitório.         Fonte: Al-Amri, A. et al. (2023). Effectsof smartphone addictionon cognitive function and physicala ctivity in middle-school children. Frontiers in Psychology. DOI: 10.3389/fpsyg.2023.1182749
  3. IMPACTO NO DESEMPENHO EDUCACIONAL Uma revisão sistemática publicada na Computers & Education (2024) analisou 47 estudos sobre uso de telas e desempenho escolar e concluiu que há uma correlação negativa consistente entre tempo de tela não educacional e resultados acadêmicos — especialmente em leitura, matemática e capacidade de resolução de problemas. Fonte: Abu-Taieh, E.M. et al. (2024). Unpacking there lationship between screen use and educational outcomes in childhood: A system atic literature review. Computers & Education. Science Direct.
  4. DESENVOLVIMENTO COGNITIVO COMPROMETIDO Pesquisa publicada na revista Children (MDPI, 2024) por Tornero-Aguilera (2024) identificou que o uso excessivo de dispositivos digitais em crianças está associado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, redução da criatividade e menor capacidade de pensamento abstrato.         Fonte: Tornero-Aguilera, J.F. (2024). Digital Device Usageand Childhood Cognitive Development: Exploring Effectson Cognitive Abilities. Children, 11(11), 1299. https://www.mdpi.com/2227-9067/11/11/1299
  5. HANDBOOK OF CHILDREN AND SCREENS (SPRINGER, 2024) Editado pelos pesquisadores Dimitri A. Christakis (Universit yof Washington) e Lauren Hale, este manual científico de referência mundial reúne décadas de pesquisa e conclui que a exposição precoce e excessiva às telas está associada a problemas de sono, atrasos no desenvolvimento da fala, comportamento hiperativo e menor capacidade de regulação emocional. Fonte: Christakis, D.A. & Hale, L. (Eds.) (2024). Handbook of Children and Screens: Digital Media, Development, and Well-Being from Birth  Through Adolescence. Springer Nature. https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-69362-5

Declarações de Autoridades sobre Smartphones – o mau do século 21

“Crianças que passam mais de duas horas por dia em frente às telas apresentam pontuações mais baixas em testes de raciocínio e linguagem.”

Dr. Dimitri Christakis – Diretor do Centro para Saúde Infantil, Comportamento e Desenvolvimento da Universidade de Washington, e editor-chefe do JAMA Pediatrics

“A recomendação é clara: crianças abaixo de 2 anos não devem ter nenhum tempo de tela. Entre 2 e 5 anos, máximo de 1 hora por dia de conteúdo de qualidade, com supervisão adulta.”

Organização Mundial da Saúde (OMS) – Diretrizes Globais de Atividade Física, Comportamento Sedentário e Sono para Crianças Menores de 5 Anos (2019, reafirmadas em 2024)

Smartphones – o mau do século 21 – Sinais de Alerta nos Seus Filhos

  • Dificuldade de manter atenção por mais de 5 minutos em atividades não digitais
  • Irritabilidade extrema quando o celular é retirado
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem oral
  • Preferência por telas em vez de interação social presencial
  • Dificuldade para dormir e sono de má qualidade

Smartphones – o mau do século 21 – ADOLESCENTES: A GERAÇÃO MAIS ANSIOSA DA HISTÓRIA

O “Grande Recabeamento” da Adolescência – Smartphones – o mau do século 21

O psicólogo social Jonathan Haidt, professor da Universidade de Nova York (NYU), cunhou o termo “Great Rewiring” (Grande Recabeamento)para descrever o que aconteceu com os adolescentes nascidos após 1995 — a primeira geração a passar pela puberdade com um smartphone no bolso e acesso irrestrito às redes sociais.

O Que a Ciência Diz sobre Smartphones – o mau do século 21

  1. CRISE DE SAÚDE MENTAL DOCUMENTADA EM ESCALA GLOBAL A National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (NASEM) publicou em 2023 o relatório “Social Media and Adolescent Health”, concluindo que o uso de redes sociais está associado a sintomas de depressão, ansiedade, baixa autoestima e distúrbios do sono em adolescentes, com efeitos particularmente severos em meninas.  Fonte: NASEM (2023). Social Media and Adolescent Health. National Academies Press. https://nap.nationalacademies.org/catalog/27396/social-media-and-adolescent-health
  2. REVISÃO GUARDA-CHUVA: EVIDÊNCIAS CONVERGENTES Uma umbrella review (revisão de revisões) publicada na SSM – Population Health (Science Direct, 2024) analisou dezenas de meta-análises e concluiu que há evidências consistentes de que o uso problemático de redes sociais está associado a depressão, ansiedade, solidão e comportamentos auto-lesivos em adolescentes.         Fonte: 5Rights Foundation (2024). Social Media Use and adolescents’ mental health and well-being: An umbrella review. SSM – Population Health. Science Direct.
  3. EXPOSOME DIGITAL E SAÚDE MENTAL JUVENIL Pesquisa publicada na NPP – Digital Psychiatry and Neuroscience (Nature, 2024) introduziu o conceito de “exposome digital” — o conjunto de exposições digitais acumuladas ao longo da vida — e demonstrou que padrões específicos de uso de redes sociais (especialmente uso noturno e comparação social) estão fortemente associados a piora da saúde mental em jovens.         Fonte: Barzilay, R. et al. (2024). Probingthe digital exposome: associations of social media use patterns with youth mental health. NPP—Digital Psychiatry and Neuroscience. https://www.nature.com/articles/s44277-024-00006-9
  4. REVISÃO CLÍNICA DA UNIVERSIDADE YALE Revisão publicada no BJPsych Open (Cambridge University Press, 2023), liderada pela Dra. Dorothy Stubbe (Yale Schoolof Medicine), identificou que adolescentes com uso intenso de redes sociais apresentam taxas 2 a 3 vezes maiores de depressão e ansiedade em comparação com pares de baixo uso.         Fonte: Stubbe, D. et al. (2023). A scoping review of social media in child, adolescents and young adults: research findings in depression, anxiety and other clinical challenges. BJPsych Open. https://www.cambridge.org/core/journals/bjpsych-open

Declarações Oficiais de Autoridades sobre Smartphones – o mau do século 21

“Não há evidência suficiente de que as redes sociais sejam seguras para crianças e adolescentes. Há evidências crescentes de que elas causam danos. É hora de agir.”

Dr. VivekMurthy – Cirurgião-Geral dos Estados Unidos, Advisory on Social Media and Youth Mental Health , Maio de 2023.

https://www.hhs.gov/sites/default/files/sg-youth-mental-health-social-media-advisory.pdf

“Os adolescentes que passam 5 horas ou mais por dia nas redes sociais têm 2 a 3 vezes mais probabilidade de se sentir deprimidos ou ansiosos do que aqueles que passam 1 hora ou menos.”

Dra. Jean Twenge – Professora de Psicologia da San Diego StateUniversity e autora de iGen (2017)

“A infância baseada em smartphones criou uma epidemia de doenças mentais. Precisamos de uma infância baseada em brincadeiras de volta.”

Jonathan Haidt – Professor de Psicologia Social da NYU, autor de The Anxious Generation (2024), entrevista ao The Atlantic, março de 2024

“O uso de redes sociais está associado a uma série de resultados negativos para a saúde mental dos jovens, incluindo depressão, ansiedade, imagem corporal negativa e comportamentos de risco.”

American Psychological Association (APA) – Health Advisory on Social Media Use in Adolescence, 2023

Os Mecanismos Que Destroem a Saúde Mental Adolescente a os Smartphones – o mau do século 21

  • Comparação social constante: algoritmos que amplificam padrões irreais de beleza, sucesso e popularidade
  • Cyberbullying: 37% dos adolescentes relatam ter sofrido cyberbullying (PewResearch, 2022)
  • Privação de sono: notificações noturnas e uso antes de dormir reduzem o sono REM em até 30%
  • FOMO (Fear ofMissing Out): ansiedade crônica de estar “por fora” do que acontece online
  • Dopamina em loop: curtidas e comentários ativam o mesmo circuito de recompensa que substâncias viciantes

ADULTOS: O VÍCIO SILENCIOSO QUE NINGUÉM ADMITE TER

“Eu Controlo o Meu Uso” — A Ilusão Mais Perigosa – Não acreditam que Smartphones – o mau do século 21

A maioria dos adultos acredita que tem controle sobre o uso do celular. A ciência discorda. Pesquisas mostram que adultos subestimam seu tempo de tela em até 50%e que os mecanismos de dependência digital afetam o cérebro adulto de formas surpreendentes e documentadas.

O Que a Ciência Diz sobre Smartphones – o mau do século 21

  1. DEPENDÊNCIA DIGITAL EM ADULTOS: REVISÃO SISTEMÁTICA GLOBAL Revisão sistemática publicada no InternationalJournalof Environmental ResearchandPublic Health (MDPI, 2021) — com dados de múltiplos países — identificou que a dependência de smartphones em adultos está associada a ansiedade, depressão, insônia, dor cervical crônica, isolamento social e queda de produtividade.         Fonte: Ratan, Z.A. et al. (2021). Smartphone Addictionand Associated Health Outcomes in Adult Populations: A Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 18(23), 12257. https://mdpi-res.com/d_attachment/ijerph/ijerph-18-12257/article_deploy/ijerph-18-12257.pdf
  2. REDES SOCIAIS ALTERAM ESTRUTURA CEREBRAL EM ADULTOS Revisão sistemática de estudos de neuroimagem por ressonância magnética (MRI) publicada na Brain Sciences (MDPI, 2023) demonstrou que o uso intenso de redes sociais está associado a alterações estruturais e funcionais no cérebro adulto — especialmente no núcleo accumbens (centro de recompensa) e no córtex pré-frontal (controle de impulsos), padrão similar ao observado em dependências químicas. Fonte: Wadsley, M. &Ihssen, N. (2023). A Systematic Review of Structural and Functional MRI Studies Investigating Social Networking Site Use. Brain Sciences, 13(5), 787. https://mdpi-res.com/d_attachment/brainsci/brainsci-13-00787/article_deploy/brainsci-13-00787-v3.pdf
  3. VÍCIO DIGITAL: ECONOMIA COMPORTAMENTAL Estudo da Stanford University e NBER (National Bureau of Economic Research) — “Digital Addiction” — conduzido pelos economistas Hunt Allcott, Matthew Gentzkow e Lena Song (2022) demonstrou que adultos consistentemente subestimam o quanto usam o celular e que, quando confrontados com os dados reais, expressam arrependimento e desejam usar menos — mas não conseguem sem intervenção estruturada. Fonte: Allcott, H., Gentzkow, M. & Song, L. (2022). Digital Addiction. NBER Working Paper. Stanford University. https://web.stanford.edu/~gentzkow/research/DigitalAddiction.pdf
  4. DOPAMINA, ATENÇÃO E O SISTEMA DE RECOMPENSA Artigo publicado no International Journal of Innovative Research in Technology (2025) sistematizou a perspectiva da neurociência comportamental sobre redes sociais: cada notificação, curtida e comentário libera dopamina no cérebro, criando um ciclo de recompensa variável — o mesmo mecanismo das máquinas caça-níqueis — que leva à compulsão de verificação constante e à incapacidade de tolerar o tédio, fundamental para criatividade e produtividade.         Fonte: Social Media and the Dopamine System: A Behavioral Neuroscience Perspective on Reward, Attention, and Addiction. IJIRT, Volume 12, Issue 5 (2025). https://ijirt.org/publishedpaper/IJIRT185697_PAPER.pdf

Declarações de Autoridades sobre Smartphones – o mau do século 21

“Os smartphones e as redes sociais foram projetados por algumas das mentes mais brilhantes do mundo para maximizar o tempo que você passa neles. Você está competindo contra bilhões de dólares de engenharia persuasiva.”

Tristan Harris – ex-designer de ética do Google, co-fundador do Center for Humane Technology, documentário, The Social Dilemma (Netflix, 2020)

“Nós criamos ferramentas que estão destruindo o tecido social de como a sociedade funciona.”

Chamath Palihapitiya – ex-Vice-Presidente de Crescimento do Facebook, Stanford Graduate School of Business, 2017

“O uso problemático de smartphones em adultos é uma questão de saúde pública emergente que requer atenção clínica e políticas públicas.”

American Psychological Association (APA), Relatório sobre Bem-Estar Digital, 2023

Os Danos Mais Documentados em Adultos – Smartphones – o mau do século 21

  • Fragmentação da atenção: a capacidade de foco sustentado caiu de 12 segundos (2000) para 8 segundos em média (Microsoft Research, 2015 — frequentemente citado)
  • Phubbing: ignorar pessoas presentes para olhar o celular — destrói relacionamentos e gera ressentimento crônico
  • Nomofobia: ansiedade patológica de ficar sem o celular — afeta 66% dos adultos em países desenvolvidos
  • Presenteísmo digital: estar fisicamente presente, mas mentalmente ausente
  • Comprometimento do sono: uso do celular após as 21h reduz a produção de melatonina em até 50%

Smartphones – o mau do século 21 sugere VÍDEOS RECOMENDADOS PARA APROFUNDAMENTO

Estes recursos audiovisuais complementam e aprofundam o tema com qualidade científica e jornalística:

  1. The Social Dilemma (Netflix, 2020) Documentário essencial. Ex-engenheiros do Google, Facebook e Twitter revelam como as plataformas foram projetadas para viciar. Disponível na Netflix.  Link: https://www.netflix.com/title/81254224
  2. Jonathan Haidt: How Smartphones & Social Media Impact Mental Health (Huberman Lab, 2024) Conversa de 3 horas entre o neurocientista Andrew Huberman e Jonathan Haidt. Um dos episódios mais completos já produzidos sobre o tema. Link: https://youtu.be/csubiPlvFWk
  3. Chilling Warning For Parents: MRI Scans Show Phones Are Changing Children’s Brains (YouTube, 2026) Reportagem com imagens de ressonância magnética mostrando as alterações cerebrais em crianças expostas a telas.         Link: https://www.youtube.com/watch?v=EPqItSmEaFE
  4. Jonathan Haidt — The Anxious Generation (The Atlantic, 2024) Artigo-vídeo do The Atlantic com Haidt explicando a crise de saúde mental da Geração Z.  Link: https://www.theatlantic.com/technology/archive/2024/03/teen-childhood-smartphone-use-mental-health-effects/677722/
  5. Surgeon General’s Advisory on Social Media (HHS.gov, 2023) Declaração oficial em vídeo do Cirurgião-Geral dos EUA, Dr. Vivek Murthy.   Link: https://www.hhs.gov/surgeongeneral/reports-and-publications/youth-mental-health/social-media/index.html

Confira o Infográfico sobre Smartphones – o mau do século 21

Smartphones - o mau do século 21
Smartphones – o mau do século 21

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS CONSOLIDADAS sobre a pesquisa de Smartphones – o mau do século 21

# Autores Ano Título Publicação Link
1 Chaarani, B. et al. 2022 ABCD Study — Brain Imaging & Screen Time Dev. Cognitive Neuroscience abcdstudy.org
2 Al-Amri, A. et al. 2023 Smartphone addiction & cognitive function in children Frontiers in Psychology DOI: 10.3389/fpsyg.2023.1182749
3 Abu-Taieh, E.M. et al. 2024 Screen use and educational outcomes — systematic review Computers & Education Science Direct
4 Tornero-Aguilera, J.F. 2024 Digital Device Usageand Childhood Cognitive Development Children (MDPI) mdpi.com
5 Christakis, D.A. & Hale, L. 2024 Handbook of Childrenand Screens Springer Nature springer.com
6 NASEM 2023 Social Media and Adolescent Health National Academies Press nap.nationalacademies.org
7 5Rights Foundation 2024 Social Media &adolescents’ mental health — umbrella review SSM Population Health Science Direct
8 Barzilay, R. et al. 2024 Probingthe digital exposome NPP Digital Psychiatry (Nature) nature.com
9 Stubbe, D. et al. 2023 Social media in adolescents — scoping review BJPsych Open (Cambridge) cambridge.org
10 Ratan, Z.A. et al. 2021 Smartphone Addiction in Adults — Systematic Review IJERPH (MDPI) mdpi.com
11 Wadsley, M. &Ihssen, N. 2023 MRI Studies on Social Networking Site Use Brain Sciences (MDPI) mdpi.com
12 Allcott, H. et al. 2022 Digital Addiction NBER / Stanford stanford.edu
13 IJIRT 2025 Social Media and the Dopamine System IJIRT Vol.12 ijirt.org
14 U.S. Surgeon General 2023 Advisory on Social Media and Youth Mental Health HHS.gov hhs.gov
15 APA 2023 Health Advisory on Social Media in Adolescence APA.org apa.org

CONCLUSÃO: O QUE FAZER COM ESSAS INFORMAÇÕES – Smartphones – o mau do século 21

Smartphones – o mau do século 21

A ciência não está pedindo que você jogue o celular fora. Está pedindo consciência, limites e escolhas deliberadas. Algumas ações práticas e baseadas em evidências:

Para pais de crianças:

  • Zero telas para menores de 2 anos (OMS)
  • Máximo 1h/dia para crianças de 2 a 5 anos
  • Sem celular no quarto durante a noite
  • Priorize brincadeiras não estruturadas ao ar livre

Para famílias com adolescentes:

  • Estabeleça “zonas livres de celular” (mesa de jantar, quarto após 21h)
  • Adie ao máximo a entrada nas redes sociais (Haidt recomenda: não antes dos 16 anos)
  • Mantenha conversas abertas sobre o que veem online

Para adultos:

  • Audite seu tempo de tela (use os dados do próprio celular — vai se surpreender)
  • Estabeleça blocos de foco sem celular (técnica Pomodoro digital)
  • Não use o celular como despertador — mantenha-o fora do quarto
  • Faça “detox digital” de 24h ao menos uma vez por mês

Este artigo sobre Smartphones – o mau do século 21 foi produzido com base em pesquisas científicas revisadas por pares, publicadas em periódicos indexados, e declarações oficiais de autoridades de saúde. Todas as fontes estão citadas ao longo do texto.
Última atualização :Fevereiro de 2026 |PortalABC.com.br

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