Lutas esportivas atraem 62% das mulheres brasileiras em 2026 – 2026-03-25 11:11:40
Lutas esportivas atraem 62% das mulheres brasileiras em 2026 – 2026-03-25 11:11:40 – 2026-03-25 11:11:40

As lutas esportivas vivem um momento de ascensão feminina sem precedentes no Brasil. Enquanto o interesse dos homens pelo setor cresceu 9%, o público feminino registrou um salto de 20%, consolidando uma mudança estrutural nas academias e centros de treinamento do país.
Seis em cada dez mulheres planejam iniciar, continuar ou retomar o aprendizado de artes marciais ainda este ano. Esse dado, extraído de um levantamento da Maximum Boxing [1], aponta que 62% das brasileiras estão decididas a calçar as luvas, superando o índice de 52% registrado entre os homens.
Motivações para praticar lutas esportivas em 2026
O comportamento de consumo e prática revela uma divisão clara entre os gêneros. O público masculino ainda enxerga o tatame como uma extensão da musculação, priorizando o condicionamento físico em 69,9% dos casos. Já as mulheres buscam nas lutas esportivas ferramentas de sobrevivência urbana e equilíbrio emocional.
Cerca de 57,9% das entrevistadas buscam aprender técnicas de proteção contra a violência, enquanto 52,3% focam na redução do estresse. William Ferraz, coordenador de marketing da Maximum Boxing, analisa que o público feminino utiliza o combate para fortalecer a autoconfiança, tratando o corpo como um aliado e não apenas um objeto de performance estética.
Impacto da defesa pessoal na autonomia feminina
A insegurança pública molda as escolhas esportivas das brasileiras. O estudo indica que a prática de artes marciais impacta diretamente a percepção de liberdade individual no cotidiano.
Autonomia: 54,3% acreditam que teriam mais confiança para caminhar sozinhas.
Limites: 47,7% buscam firmeza para mediar conflitos e impor barreiras.
Transporte: 42,8% sentiriam maior segurança ao utilizar o transporte coletivo.
“Aprender técnicas de combate e enfrentar rotinas intensas muda a percepção que a mulher tem sobre si mesma”, afirma Ferraz.
Muay Thai lidera a preferência feminina no combate
Entre as diversas modalidades de lutas esportivas, o Muay Thai [2] se destaca como a escolha favorita de 42,2% das mulheres. A “arte das oito membros” supera o Jiu-jitsu (32%) e o Boxe (26%) no ranking de interesse feminino.
Essa preferência ocorre porque o Muay Thai oferece uma queima calórica elevada aliada ao uso estratégico de joelhos, cotovelos e canelas. Diferente dos homens, que colocam o Jiu-jitsu no topo da lista (42,3%), as mulheres priorizam dinâmicas que equilibram agilidade e defesa pessoal imediata.
Barreiras financeiras e logísticas no setor
Apesar do entusiasmo, o caminho até a prática regular enfrenta obstáculos práticos. A falta de tempo é o principal entrave para 47% das mulheres, seguida pelo receio de lesões e pelos custos envolvidos em mensalidades e equipamentos.
O mercado de lutas esportivas nota, porém, uma disposição financeira relevante: 40% das mulheres aceitariam investir até R$ 180 por mês em aulas. Embora os homens apresentem maior propensão a pagar tíquetes superiores a R$ 300, a base feminina demonstra maior fidelidade e intenção de entrada no esporte para o ciclo de 2026.
[1] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiQ1MvSxLuTAxUEqZUCHSiKEjAQFnoECCcQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.maximumshop.com.br%2F%3Fsrsltid%3DAfmBOorYCq_aHQwca5EyhcVMqDhqCh0zcwfPjK9OMbVnXGX25wW8ARxO&usg=AOvVaw0iCC_Wqran_DGG3Tw_Gyoo&opi=89978449
[2] https://abcdoabc.com.br/scs-realiza-copa-de-muay-thai-no-cte-mario-chekin/
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