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Número de desaparecidos na Venezuela chega a 188 após terremoto

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Número de desaparecidos na Venezuela chega a 188 após terremoto

Número de desaparecidos na Venezuela chega a 188 após terremoto
O rastro de destruição deixado por dois fortes tremores na Venezuela [1] acendeu um alerta humanitário crítico na América do Sul. De acordo com dados levantados por uma plataforma da sociedade civil criada especificamente após a tragédia, o total de pessoas desaparecidas na Venezuela [2] já pode passar de 40 mil. O balanço oficial aponta que o número de mortos confirmados subiu para 188, além de mais de 1.500 pessoas que precisaram ser hospitalizadas em decorrência do desastre.

O governo do país vizinho decretou estado de emergência para mobilizar as forças de segurança. Diante do cenário devastador, o presidente do Congresso Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou a escalada dos dados em pronunciamento oficial na última quinta-feira. Como o governo local ainda não estruturou um sistema oficial próprio de contagem para os desaparecidos na Venezuela, a população civil criou o site “Desaparecidos Terremoto Venezuela” para mapear as vítimas com dados como idade, sexo e última localização conhecida.

Destruição e colapso na região litorânea

Os abalos sísmicos ocorreram em um intervalo de apenas 39 segundos no início da noite de quarta-feira (24). O primeiro registro atingiu a magnitude de 7,2 na escala Richter e o segundo alcançou a marca de 7,5, tornando-se o sismo mais violento a golpear a Venezuela desde o ano de 1900. O epicentro do tremor mais forte se localizou em El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros da capital, Caracas.

A destruição concentrou-se severamente no estado litorâneo de La Guaira e nos arredores de Morón. Conforme os relatórios técnicos, os tremores foram classificados como “rasos” — originados a pouca profundidade da crosta terrestre —, o que maximizou a dissipação da energia diretamente na superfície e causou a queda em massa de edificações residenciais e comerciais.

“A quantidade de energia liberada foi imensa. Quanto mais rasos são os sismos, maior é o potencial de impacto e destruição nas áreas urbanas”, explicou Marcos Ferreira, geofísico e pesquisador do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Resposta hospitalar e mobilização internacional

A infraestrutura de saúde na Venezuela sofreu um forte abalo estrutural. Pelo menos oito hospitais foram gravemente danificados na zona do desastre, forçando as equipes de resgate a transferirem centenas de pacientes às pressas para outras regiões menos afetadas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu uma estimativa de risco projetando que o número total de fatalidades na Venezuela pode oscilar entre 10 mil e 100 mil mortes a longo prazo, considerando a precariedade das habitações locais.

Em resposta à crise na Venezuela, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio imediato de uma missão humanitária de apoio ao país vizinho. O suporte do Brasil contará com equipes médicas especializadas e insumos de saúde emergenciais.

[1] https://abcdoabc.com.br/terremotos-mortos-feridos-venezuela/
[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Venezuela

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