Fernando Diniz elogia controle, mas reclama de queda de ritmo no 2º tempo: “Não queríamos”
Fernando Diniz elogia controle, mas reclama de queda de ritmo no 2º tempo: “Não queríamos”

O técnico Fernando [1]Diniz [2]concedeu entrevista coletiva após a vitória do Corinthians por 3 a 0 sobre o Remo, na Neo Química Arena, e fez uma análise detalhada do momento da equipe. O comandante alvinegro falou sobre o desempenho no jogo, a intertemporada, a pressão alta, o gramado da Neo Química Arena e as questões de mercado envolvendo o elenco.
Controle tático e queda de ritmo no segundo tempo
Fernando Diniz explicou que o Corinthians trabalhou situações de pressão alta durante a parada para treinos, mas admitiu que o time baixou o ritmo na etapa final.
“Não treinamos essas situações de pressão alta só agora, fizemos na parada também. A pressão é uma espécie de controle tático. No segundo tempo não tivemos intensidade, mas soubemos controlar bem na marcação. Mas não foi o controle que a gente esperava”, afirmou.
O técnico ponderou, no entanto, que a queda de rendimento era previsível. “Era previsível baixar o ritmo, mas não era o que a gente queria. Queria que eles tivessem a intensidade mais alta. Mas como é o primeiro jogo depois de dois meses, é normal ter acomodação e também o desgaste”, completou.
Intertemporada não é “mágica”
Diniz também rebateu as críticas sobre o aproveitamento dos 25 dias de intertemporada. Para ele, a imprensa superestima o tempo disponível para trabalhos táticos.
“As pessoas da imprensa veem 25 dias e acham que dá tempo de fazer muita coisa, mas não é bem assim. A minha grande pré-temporada foi quando eu cheguei. A gente ficou 60 dias sem jogar, contando as férias. Quando voltamos, exames laboratoriais, testes físicos e, após resgatar a parte física, começamos a trabalhar a parte tática na semana passada. Não dá para fazer mágica”, desabafou.
Alinhamento de Fernando Diniz com a diretoria sobre venda de jogadores
O técnico confirmou que está alinhado com a diretoria sobre a necessidade de vendas. O Corinthians tem uma meta orçamentária de R$ 150 milhões com negociações.
“Estamos muito alinhados eu e a diretoria. Sei que o time precisa vender alguém. Espero que, se for preciso, seja apenas um, com um bom valor. Mas, para mim, se pudéssemos manter todos, seria ótimo. Não sei até que ponto o time vai conseguir. Se conseguirmos contratar alguém pontualmente, a diretoria está fazendo”, disse.
Diniz também comentou o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores. ”Em relação ao transfer ban, sabemos que a diretoria está se esforçando ao máximo para resolver a situação”, afirmou.
Gramado e categorias de base estão sob olhares de Fernando Diniz
O técnico avaliou positivamente as condições do gramado da Neo Química Arena, mas fez uma ressalva. ”O gramado ainda está um pouco estranho, está alto, precisa de uma compactação maior. Hoje estava em boas condições. Acreditamos que em mais alguns jogos estará apto”, explicou.
Sobre a base, Fernando Diniz garantiu que o trabalho já vinha sendo feito antes mesmo da punição da Fifa. “Em todos os lugares que trabalhei, olhei as categorias de base. Temos que ter cuidado para lançar, e isso está sendo feito desde que cheguei aqui, e não só por conta do transfer ban”..
Com a vitória, o Corinthians de Fernando Diniz subiu para a 7ª posição do Brasileirão e agora se prepara para o duelo contra o Bahia, fora de casa, no domingo (26).
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