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Greve na CPTM: Veja atualizações em tempo real

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Greve na CPTM: Veja atualizações em tempo real

Greve na CPTM: Veja atualizações em tempo real
A greve na CPTM entrou em vigor desde a meia-noite desta terça-feira (4) e afeta diretamente a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na região metropolitana de São Paulo. Os trabalhadores protestam contra a transferência da gestão ferroviária para a empresa privada Trivia Trens e cobram garantias de emprego para os quadros da estatal. Em resposta, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos na cidade [1], e o governo estadual reforçou o metrô e colocou ônibus extras [2] nas ruas para amenizar o impacto sobre os passageiros.

O que pedem os funcionários da CPTM

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB [3]) lidera o movimento grevista. Segundo a entidade, apenas 11% dos funcionários operacionais foram transferidos para a nova concessionária, enquanto o restante do quadro da CPTM lida com um programa de desligamento voluntário promovido pela direção da empresa pública. A categoria soma 4.700 empregados sob risco de demissão, segundo o sindicato.

Os manifestantes estabeleceram três pautas centrais [4] para negociar o fim da paralisação na CPTM:

Retorno definitivo da operação das três linhas para o controle do Estado

Manutenção dos postos de trabalho de todos os servidores da companhia

Aprovação imediata do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

O projeto em tramitação obriga o governo estadual a absorver os profissionais da estatal em outros órgãos da administração pública. A Trivia Trens, por sua vez, defende sua atuação afirmando ter renovado 90% dos profissionais na frente operacional e de manutenção, com mais de 1.300 horas de treinamento prático e teórico para as novas equipes.

Em nota, a direção do sindicato reforçou a disposição para negociar, mas sem abrir mão da mobilização: “Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias”.

Outro representante da categoria, Luiz Barbosa Neto Júnior, diretor-executivo do sindicato, criticou a proposta apresentada pelo governo na negociação de segunda-feira (3): “Na negociação que teve hoje, o que o governo fez? Ah, vamos ter mais 60 dias para conversar para garantia do emprego. E a turma não quer aceitar isso”.

Como está o transporte agora

As linhas afetadas pela greve na CPTM operam de forma parcial ou seguem totalmente inativas:

Linha 11-Coral: circulação apenas entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases.

Linha 12-Safira: operação no trecho entre Brás e Engenheiro Goulart.

Linha 13-Jade: operação suspensa.

Expresso Aeroporto: viagens suspensas.

Em contrapartida, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente.

O Metrô de São Paulo também mantém circulação regular nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás, além do funcionamento normal das linhas 15-Prata e 17-Ouro. Para reforçar a oferta, a companhia antecipou a abertura das estações de quatro linhas para as 4h e aumentou a circulação de trens na Linha 3-Vermelha.

O Estado também acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e disponibilizou 128 ônibus para atender os trechos mais afetados, entre Estudantes e Corinthians-Itaquera e São Miguel Paulista e Calmon Viana. Funcionários extras foram deslocados para organizar o embarque em estações de maior movimento, enquanto trens vazios passaram a sair das garagens diretamente para os pontos de maior demanda. A Polícia Militar também reforçou o policiamento e o trânsito nos principais terminais.

A paralisação da CPTM prejudica especialmente o deslocamento na Zona Leste da capital e em cidades como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes. Em razão dos impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira.

Reação do governo estadual

A gestão do governador Tarcísio de Freitas criticou a paralisação na CPTM e afirma ter apresentado propostas concretas na reunião de segunda-feira (3), incluindo debates sobre a absorção da equipe pelo Estado e a integração ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Em nota oficial, o governo declarou: “A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável usar a população como pressão política”.

Os sindicalistas, por outro lado, negam a existência de garantias firmes por parte do governo. Segundo a categoria, promessas verbais não são suficientes para assegurar o sustento de milhares de famílias afetadas pela transferência da administração da CPTM ao setor privado.

O que diz a decisão da Justiça

Diante do impasse na negociação, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a manutenção de 80% do efetivo em horários de pico e de 60% nos períodos de menor movimento durante a greve. O descumprimento da decisão gera multa diária de R$ 400 mil aos cofres do sindicato. Até o momento, as negociações seguem travadas, e o transporte metropolitano opera sob o rigor dessa ordem judicial.

Como chegou-se a esse ponto

A crise no sistema ferroviário estadual não é recente. O governo de São Paulo leiloou os ramais da CPTM em março do ano passado, com o grupo Comporte Participações vencendo o certame com a promessa de investir R$ 14,3 bilhões em modernização e novas estações. A transferência do serviço ocorreu de forma gradual, sendo concluída em 21 de julho, quando a concessionária Trivia Trens assumiu integralmente os trilhos.

Os primeiros dias de controle totalmente privado, porém, registraram problemas técnicos graves. Passageiros enfrentaram longos atrasos até que um curto-circuito incendiasse um vagão da Linha 12-Safira, no dia 23 de julho. Diante da crise, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) precisou intervir e obrigou a CPTM a retomar temporariamente o controle das três linhas, em 24 de julho, por um prazo de 90 dias, para a realização de ajustes urgentes de segurança. É nesse cenário de instabilidade recente que a greve dos ferroviários se soma às dificuldades enfrentadas pelos passageiros da região metropolitana, que devem buscar rotas alternativas até que a paralisação seja encerrada.

[1] https://abcdoabc.com.br/greve-na-cptm-sp-suspende-rodizio-veiculos/
[2] https://abcdoabc.com.br/greve-na-cptm-governo-sp-reforca-metro-onibus/
[3] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwij66-Z6YaWAxVcjpUCHZuLAh8QFnoECBYQAQ&url=https%3A%2F%2Fsindcentraldobrasil.com.br%2F&usg=AOvVaw13R61bpP68pt2RqTwx6Ty6&opi=89978449
[4] https://abcdoabc.com.br/greve-na-cptm-veja-o-que-pedem-os-funcionarios/

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