Ação contra tráfico de aves resgata 205 animais em SP
Ação contra tráfico de aves resgata 205 animais em SP

Uma operação conjunta da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil [1]) e da Polícia Militar Ambiental apreendeu 205 animais em uma ofensiva direta contra o tráfico de aves [2] no Estado de São Paulo. A força-tarefa aplicou R$ 566,6 mil em multas ambientais após vistoriar 28 endereços na Região Metropolitana, no interior e no litoral paulista.
O combate ao tráfico de aves exige planejamento estratégico e dados precisos. Por isso, a ação focou especialmente no pixoxó (Sporophila frontalis), espécie nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, considerada prioritária pelo Plano de Ação Nacional para Conservação das Aves da Mata Atlântica (PAN). Durante as fiscalizações focadas em desarticular rotas de tráfico de aves, os agentes inspecionaram 512 pássaros, identificando 95 pixoxós e apreendendo 16 exemplares mantidos de forma irregular.
Irregularidades no tráfico de aves
As equipes de fiscalização flagraram diversas infrações graves ligadas ao tráfico de aves silvestres. Entre as principais violações documentadas, destacam-se:
Gaiolas em péssimo estado sanitário;
Uso de anilhas falsificadas ou adulteradas;
Oferta de alimentação inadequada;
Animais apresentando lesões físicas temporárias ou permanentes.
“A fiscalização planejada permite que as equipes atuem de forma mais precisa, cruzando informações, identificando alvos prioritários e verificando não apenas a documentação, mas também as condições em que os animais são mantidos”, explica André Rocha, diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental da Semil. Segundo ele, a integração dos órgãos estaduais amplia a força-tarefa para punir os responsáveis pelo tráfico de aves.
Reabilitação pós-resgate
Os animais resgatados das condições de tráfico de aves foram imediatamente transferidos para os Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). Além do pixoxó, o resgate amparou outras espécies vulneráveis contempladas pelo PAN, como a cigarra-verdadeira e o bicudo.
Para a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patrícia Locosque, a apreensão mitiga apenas os danos iniciais do tráfico de aves. “A ação é de extrema relevância, mas não termina em um dia de operação. Agora começa uma etapa nos Cetras para garantir a recuperação e o retorno à natureza. No caso de uma espécie ameaçada como o pixoxó, cada animal recuperado e reintegrado é uma contribuição importante para a conservação”, afirma.
[1] https://semil.sp.gov.br/
[2] https://abcdoabc.com.br/aves-representam-animais-resgatados-trafico-sp/
Leia mais notícias aqui.
