Santo André já registra 240 mm e tem setembro mais chuvoso em 10 anos
Santo André já registra 240 mm e tem setembro mais chuvoso em 10 anos
Santo André registrou 240 milímetros de chuva entre os dias 1º e 14 de setembro, volume que já supera em 112% a média climatológica esperada para todo o mês, de 113,27 mm. Com o acumulado das duas primeiras semanas, este já é o setembro mais chuvoso dos últimos dez anos no município.
Os maiores volumes foram registrados em diferentes pontos da cidade. No Jardim Santo André, o acumulado chegou a 316,2 mm, enquanto Paranapiacaba registrou 279,1 mm.
Dados meteorológicos independentes também apontam acumulado de 240 mm em Santo André até esta segunda-feira (14), embora utilizem uma referência climatológica diferente para calcular a média mensal.
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A sequência de dias de chuva mantém a Defesa Civil e outras equipes municipais em estado de atenção, principalmente por causa da saturação do solo e do aumento do risco de deslizamentos, erosões, enxurradas e alagamentos.

Jardim Santo André acumula mais de 300 mm
Entre os pontos monitorados no município, o Jardim Santo André apresentou o maior acumulado no mês, com 316,2 mm.
Em Paranapiacaba, na Macrozona de Proteção Ambiental, foram registrados 279,1 mm.
Considerando somente o período entre quinta-feira (10) e esta segunda-feira (14), a média de chuva no município ficou próxima de 106 mm. Em alguns bairros, entretanto, os volumes foram significativamente maiores.
No sábado (12), um dos dias de maior intensidade, a Vila Príncipe de Gales registrou 87,1 mm em apenas 24 horas. No Recreio da Borda do Campo, foram 79,2 mm.
Naquele sábado, a Vila Príncipe de Gales também apareceu entre os pontos com maiores acumulados de chuva registrados pela Defesa Civil no Estado.
Alguns bairros superam 150 mm em 96 horas
Os pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostram a intensidade das chuvas nos últimos dias.
Em um período de 96 horas, os acumulados chegaram a:
- Vila Príncipe de Gales: mais de 186 mm;
- Recreio da Borda do Campo: 174,38 mm;
- Parque Andreense: 168,57 mm;
- Paranapiacaba: 162,81 mm;
- Vila Bastos: 155,56 mm.
O acompanhamento hidrológico também mantém atenção especial para as regiões do Jardim Santo André e Jardim Bela Vista.
Gilvan Ferreira determina monitoramento permanente
Diante dos altos acumulados, equipes da Defesa Civil permanecem nas ruas e acompanham áreas consideradas mais vulneráveis.
O monitoramento inclui os níveis de rios, córregos e piscinões, índices de chuva, condições do solo e alertas emitidos por órgãos meteorológicos.
“Estamos enfrentando um cenário de chuvas muito acima do que normalmente é registrado para o período, reflexo de um cenário climático cada vez mais desafiador. Por isso, determinei que a Defesa Civil e as secretarias municipais permaneçam mobilizadas e em monitoramento permanente, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Nosso foco é agir de forma preventiva, com rapidez e integração, para proteger a população. Também reforçamos a importância da participação dos moradores, que devem ficar atentos aos sinais de risco e acionar imediatamente a Defesa Civil diante de qualquer situação de perigo. Neste momento, a prioridade absoluta da Prefeitura é preservar vidas”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
A Defesa Civil de Santo André mantém serviço de monitoramento e orientações preventivas para situações de risco, além do telefone 199 para emergências.
Solo encharcado aumenta risco de deslizamentos
A chuva praticamente contínua aumenta a quantidade de água absorvida pelo terreno. Quando o solo chega próximo da saturação, cresce o risco de movimentações de terra, principalmente em áreas de encosta.
“Nossas equipes e das outras secretarias parceiras estão preparadas e mobilizadas em campo para agir diante de qualquer ocorrência. No entanto, em momentos de solo saturado e acumulados tão expressivos, a parceria do cidadão é fundamental. Pedimos que a população fique atenta aos sinais de risco informados pela Defesa Civil e não hesite em acionar nossos canais de emergência ao primeiro sinal de perigo”, ressalta o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
O cenário de chuva acima do normal não está restrito a Santo André. Diferentes regiões do Estado registraram volumes elevados nos últimos dias, levando a Defesa Civil paulista a manter o monitoramento diante do solo encharcado e do risco de deslizamentos.
Veja os sinais de risco em áreas de encosta
A Defesa Civil orienta os moradores a deixarem o imóvel e buscarem um local seguro caso identifiquem sinais que indiquem movimentação do terreno.
Entre os principais indícios estão:
- rachaduras ou fendas no solo, paredes e muros;
- árvores, postes, cercas ou muretas inclinados de maneira incomum;
- estalos em paredes e estruturas dos imóveis;
- abatimento do terreno;
- água barrenta surgindo na base de barrancos.
Ao perceber qualquer uma dessas situações, a recomendação é sair do local e buscar ajuda imediatamente.
Defesa Civil de Santo André: 199
Corpo de Bombeiros: 193
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