João Velho denuncia comentário sobre morte do irmão
João Velho denuncia comentário sobre morte do irmão

Filho de Cissa Guimarães apresentou notícia-crime à polícia após mensagem que fez referência à morte do irmão em meio a uma provocação política.
O ator João Velho [1] registrou um boletim de ocorrência contra o responsável por um perfil no Instagram que publicou um comentário exaltando Rafael de Souza Bussamra, condenado pelo atropelamento que matou Rafael Mascarenhas [2], irmão de João e filho da apresentadora e atriz Cissa Guimarães, em 2010.
Nesta sexta-feira (23), João divulgou um vídeo pedindo ajuda para localizar o autor da mensagem. Na gravação, ele identifica o responsável pelo comentário como Giovanni Cavalcanti de Albuquerque e solicita informações que possam contribuir com a investigação.
“Se vocês conhecem esse homem, por favor, me mandem alguma informação para a gente poder acelerar o processo da Justiça”, afirmou o ator. Ele também disse que o pedido não tem relação com posicionamento político.
Caso foi levado à Delegacia de Crimes de Informática
João registrou a ocorrência em 21 de outubro e apresentou uma notícia-crime à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). O boletim classifica o caso como ameaça e apologia de crime ou criminoso.
A notícia-crime, assinada pelos advogados do ator, pede a abertura de inquérito policial para apurar a autoria e as circunstâncias da publicação. A defesa também solicita que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, forneça informações relacionadas ao perfil, incluindo dados cadastrais, endereços IP e registros de criação e acesso.
Segundo os advogados, o objetivo é permitir a identificação formal do responsável e o prosseguimento da investigação.
Comentário fez referência à morte de Rafael Mascarenhas
A mensagem foi publicada em uma postagem de João no Instagram que divulgava um trabalho artístico. No comentário, o autor escreveu: “Na próxima eleição teremos o Rafael Bussamra para atropelar a esquerda. Meu herói não usa capa, ele usa o volante de um carro”.
Ver esse post no Instagram [3]Um post compartilhado por João Velho (@joaovelhaco) [4]
A publicação original e o comentário haviam sido feitos mais de duas semanas antes, segundo o relato. Após a repercussão, a mensagem foi apagada.
Rafael Mascarenhas tinha 18 anos quando foi atropelado, em 20 de julho de 2010, enquanto andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Rafael de Souza Bussamra, que dirigia o veículo, foi condenado por homicídio culposo e por não prestar socorro.
Advogado diz que comentário atingiu a família
Em entrevista ao g1, o advogado Ricardo Brajterman, que representa João, classificou a mensagem como cruel por mencionar a morte do jovem em uma discussão política.
“Agora, numa postagem que é para divulgar a arte, a pessoa trazer a morte trágica de um ente querido para destilar ódio e ameaças, isso foi muito cruel, ultrapassou o limite do razoável, do aceitável”, afirmou.
Brajterman também declarou que divergências políticas não justificam agressões ou manifestações de violência e ressaltou que a liberdade de expressão não é absoluta.
João afirma que comentário reabriu ferida da família
No vídeo divulgado nas redes sociais, João disse que já havia recebido mensagens ofensivas na época da morte do irmão e que o novo comentário voltou a atingir a família.
“O senhor Giovanni Cavalcanti Albuquerque lança mão de um golpe baixo para destilar a fúria política dele. Ele quer pegar na minha ferida mais aberta, pegar na parte que mais me dói, que é a perda do meu irmão”, declarou.
O ator também destacou que a publicação era voltada à divulgação de seu trabalho e lembrou que a família continua lidando com a perda.
“Meu irmão que morreu não está aqui para se defender. Só que eu estou, a minha mãe está viva, meu irmão Tomás está vivo, a gente está aqui vivo. E, portanto, nós fizemos uma notícia-crime e também fizemos um boletim de ocorrência para a polícia”, afirmou.
A notícia-crime, datada de 19 de outubro, solicita formalmente a instauração de investigação. A defesa sustenta que o comentário pode configurar, em tese, os crimes de ameaça e apologia de crime, cuja caracterização caberá às autoridades responsáveis pela apuração.
[1] https://www.instagram.com/joaovelhaco/?hl=pt-br
[2] https://abcdoabc.com.br/condenados-pela-morte-do-filho-de-cissa-guimaraes-se-entregam-a-justica/
[3] https://www.instagram.com/reel/De1mxN2hH1z/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading
[4] https://www.instagram.com/reel/De1mxN2hH1z/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading
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