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Morte de cão após queima de fogos no Rio reacende alerta sobre riscos do barulho para animais

Morte de cão após queima de fogos no Rio reacende alerta sobre riscos do barulho para animais
Morte de cão após queima de fogos no Rio reacende alerta sobre riscos do barulho para animais. Foto: Reprodução/TV Globo

O que deveria ser um momento de celebração transformou-se em luto para uma família de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os tutores do cão Biriba utilizaram as redes sociais para relatar a morte do animal logo após a virada do ano de 2026. Segundo os relatos, o cachorro não resistiu a um quadro de estresse extremo provocado pelo barulho intenso de fogos de artifício na região.

Biriba era descrito pela família como um animal saudável, ativo e totalmente integrado à rotina do lar. O caso choca não apenas pela fatalidade, mas pelo descumprimento das normas locais: desde 2022, uma lei municipal no Rio de Janeiro proíbe o uso de fogos com estampido, visando proteger idosos, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e animais.

O perigo por trás dos estrondos

A sensibilidade auditiva dos pets é o principal fator de risco. De acordo com a médica veterinária Gabryella Rosa, os ruídos ativam um sistema de alerta no organismo dos animais que pode fugir do controle.

“Eles têm a audição muito mais sensível. Os ruídos geram reações intensas de medo que podem causar taquicardia, alterações respiratórias, tremores e até tentativas de fuga desesperadas”, explica a profissional.

Rosa ressalta que o estresse não é apenas psicológico, mas gera alterações físicas graves. Em casos extremos, como o de Biriba, o colapso do organismo pode levar à morte, sendo o risco ainda maior para filhotes, idosos, gatos ou animais com comorbidades.

Legislação e conscientização

Embora o caso tenha ocorrido no Rio, o debate sobre o uso de fogos ruidosos se estende por todo o país. Em São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, a lei municipal nº 7.427/25 — em vigor desde o ano passado — proíbe permanentemente a queima de fogos com ruído em áreas públicas e privadas.

O objetivo dessas legislações é promover a transição para os chamados “fogos de vista” (sem estampido), que garantem o espetáculo visual sem comprometer a saúde pública e o bem-estar animal. A morte de Biriba serve como um doloroso lembrete de que, apesar das leis, a conscientização da população ainda é o passo mais urgente para evitar novas tragédias.

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