Ortopedista desvenda os seis mitos e verdades da tendinite

Problema que afeta uma a cada 100 pessoas pode ser desencadeado pelo uso  exagerado dos tendões 

São Paulo, janeiro de 2019 – Com certeza você já ouviu falar da tendinite, problema este que, de acordo com o Ministério da Saúde, afeta uma a cada 100 pessoas. E para aqueles que não sabem, trata-se de um processo inflamatório do tendão, tecido fibroso responsável por fazer a junção entre o músculo e o osso, dando força e auxílio na movimentação do corpo. Seus sintomas vão desde a dificuldade para mexer a região, pressentimento de fraqueza até a sensação de que o desconforto está se espalhando.

Dito isto, o ortopedista e especialista em ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, Dr. Layron Alves, explica o que é mito ou verdade em relação à tendinite.

O problema pode afetar braços e outras partes do corpo. Verdade!

Nosso corpo possui mais de quatro mil tendões, logo, a tendinite pode afetar regiões do cotovelo, ombro, pulso, dedos, tornozelo ou joelho. Pode ser desencadeado devido ao excesso de uso de um tendão ou também por lesão pela prática esportiva, desequilíbrios hormonais, doenças infecciosas, traumas, distúrbios metabólicos e doenças imunológicas.

Tendinite e bursite são a mesma coisa. Mito! Apesar de ambos apresentarem sintomas parecidos e serem causados por conta de inflamações, eles não são a mesma coisa. “Enquanto a tendinite é a inflamação de um tendão, a bursite é definida como um processo inflamatório da bursa, que é o líquido responsável por reduzir o atrito entre os tendões e os ossos durante a movimentação da região“, explica Layron.

Lesão por esforço repetitivo (LER) pode ser uma causa do problema. Verdade! A Tendinite se enquadra no grupo de LER, pois o ato de fazer movimentos recorrentes com os braços, tais como: costurar, desenhar, tatuar, tocar algum instrumento e até jogar vídeo game pode ser responsável pelo desencadeamento da inflamação do tendão.

Doença afeta apenas os idosos. Mito!

Apesar do problema ser comum na terceira idade por conta da perda de elasticidade e enfraquecimento dos tendões conforme o envelhecimento, a tendinite pode também afetar pessoas jovens, sendo mais recorrente naqueles que praticam atividades físicas ou movimentos recorrentes.

Alongamento ajuda na prevenção do problema. Verdade!

Técnicas de alongamento e mobilizações feitas com a orientação de um fisioterapeuta são ótimas aliadas para prevenir a tendinite, já que garantem o fortalecimento e alongamento do tendão, quesito fundamental para que o problema fique longe da sua vida.

Tratamento é realizado somente com a ingestão de medicamentos. Mito!

O tipo de tratamento para tendinite vai depender do grau da doença. Além de ser realizado com medicações, o especialista pode indicar repouso, aplicação de gelo no local, terapias de choque, fisioterapia, infiltrações e, em casos mais graves, pode ser aconselhada a cirurgia.

“Na maioria das vezes, a tendinite tem cura desde que seu tratamento seja realizado de forma adequada, evitando situações que fizeram o problema acontecer. Por isso, em caso de dor o indicado é sempre procurar atendimento médico para um diagnóstico e cuidado imediato”, finaliza o ortopedista.

Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.

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