Oncologista alerta sobre a importância do diagnóstico precoce de vários tipos de câncer

Entre os meses de outubro e novembro, a prevenção do câncer de mama e de próstata foi um tema bastante abordado, mas é preciso estar atento também com outros tipos da doença que chegam ser até mais agressivos, além de não esquecer que o diagnóstico precoce ainda é um dos melhores remédios. Quem faz esse alerta é o oncologista Fernando Antônio Justo, do hospital Santa Casa de Mauá.

Segundo o especialista, o câncer de mama é a doença que mais acomete o público feminino e a mamografia continua sendo o exame mais indicado para detecção de tumores malignos na mama. Quando diagnosticados em fase inicial, as possibilidades de êxito no tratamento chegam a 95%.

Nos homens, o tumor de próstata é o segundo mais frequente, após o câncer de pele e também o segundo tipo de câncer que mais mata a população masculina com índices de 13,4%. O primeiro, em letalidade, continua sendo o câncer de pulmão.

“No caso da próstata, é importante que o paciente, a partir dos 40 anos, realize periodicamente alguns exames, como o PSA (sanguíneo), toque retal e ultrassonografia, ao menos uma vez por ano. “Cerca de 10 a 20% dos tumores de próstata têm influência genética e 80% estão ligados a fatores externos que enfraquecem o órgão e suas defesas, como idade, alimentação incorreta e sedentarismo”, explica Fernando Antônio Justo.

Para prevenir a doença é importante muita atividade física, alimentação equilibrada com pouca gordura, pouca massa branca e evitar condimentos e temperos fortes que contribuem para algumas mutações que geram tumores.

O médico também alerta sobre a importância de homens e mulheres realizarem, a partir dos 45 anos, o exame de colonoscopia para verificar alguma anomalia no intestino. Em caso de pessoas que possuem múltiplos pólipos, a frequência do exame deve ser maior. Caso contrário, a colonoscopia deve ser realizada a cada 3 ou 4 anos.

“Durante este período de pandemia, muitos pacientes deixaram de comparecer nos consultórios médicos e isso é um erro, pois descontinuar um tratamento pode trazer consequências maiores e, além disso, a detecção precoce de qualquer doença aumenta de forma considerável os índices de cura”, acrescenta.

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