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Projeto Favelas Verdes Resilientes

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Santo André recebe projeto Favelas Verdes Resilientes para enfrentar desafios climáticos nas periferias

Iniciativa com duração de 18 meses reúne comunidade, poder público e organizações técnicas para construir soluções baseadas na natureza e melhorar a qualidade de vida no território

Santo André, março de 2026 –  A cidade de Santo André (SP) recebeu, nos dias 3 e 4 de março, o lançamento do projeto Favelas Verdes Resilientes, uma iniciativa do MDDF (Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas de Santo André), que busca fortalecer a adaptação e resiliência climática nas periferias por meio da participação comunitária e da implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). O projeto será desenvolvido na macroárea do Nova Centreville, localizado entre os bairros Centreville e Vila Homero Thon.

“Nosso objetivo é reunir conhecimento técnico e saberes locais para construir caminhos que contribuam para um território mais verde, resiliente e com melhor qualidade de vida. A primeira etapa é de planejamento. Depois a capacitação técnica para, ao final, a implementação de quatro ações táticas na região”, contou Felipe Palma, coordenador do projeto pelo MDDF.

A atividade de lançamento reuniu, além da comunidade e do MDDF, representantes da Secretaria de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades; da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, por meio do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André); e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação da Prefeitura de Santo André, além das consultorias técnicas Guajava Arquitetura da Paisagem e UrbanismoInstituto Árvores VivasInstituto Rios e Ruas e do Nome aos Rios.

“Agradecemos quando vemos a sala cheia como hoje e ainda mais cheia de mulheres da comunidade. Isso mostra que vocês se importam e estão aqui para construir junto. Esse trabalho, muito mais do que trazer infraestrutura, reduzir riscos ou buscar soluções, é um trabalho de cuidado com o território e com a casa de vocês, de construção conjunta”, reforça Maria Fernanda Nobrega dos Santos, consultora da Secretaria Nacional de Periferias.

O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, Edinilson Ferreira dos Santos, explica que esta parceria é fundamental para levar políticas de adaptação e sustentabilidade em uma região vulnerável da cidade. “Vamos trabalhar de forma conjunta em um projeto que focará em soluções ecológicas para minimizar os impactos causados por eventos extremos, como as inundações. Além disso, vamos fortalecer e ampliar iniciativas socioambientais que já realizamos no município, como os programas Moeda Verde, Ponto Limpo e Composta Santo André, trazendo a construção de mais um Quintal Verde”, disse.

Foto: Divulgação/Hellen Cristina
Foto: Divulgação/Hellen Cristina

A secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Santo André, Marília Formoso, reforçou a relevância da iniciativa para o futuro da cidade. “O projeto Periferias Verdes Resilientes é o nosso primeiro laboratório para testar Soluções Baseadas na Natureza em áreas de periferia. Acredito firmemente que a conjugação das estruturas verde e azul com a infraestrutura cinza é o caminho mais direto para enfrentarmos o cenário de mudanças climáticas, especialmente para as populações que mais sofrem com a vulnerabilidade”, disse.

Metodologia participativa do Projeto Favelas Verdes Resilientes
A metodologia do projeto prevê planejamento participativo e capacitação técnica voltada à implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) no território e, para isso, conta com a execução técnica dos parceiros.

“Participaremos da etapa de planejamento participativo com a comunidade com capacitação técnica em Soluções Baseadas na Natureza. A ideia é identificar aspectos ambientais do território para que as SBN possam contribuir inicialmente de forma piloto na macroárea da Nova Centreville e, depois, serem multiplicadas em outras localidades”, explicou Riciane Pombo, diretora da Guajava Arquitetura da Paisagem e Urbanismo. “Também estamos aqui como apoio técnico para que vocês realizem os sonhos e as visões que têm para o seu território”, acrescentou Helena Lenzi, do Instituto Árvores Vivas, responsável por conduzir oficinas iniciais e outras etapas de participação social.

Ao longo dos próximos 18 meses, a proposta é que o projeto avance em diálogo com a comunidade local, fortalecendo processos participativos e construindo, de forma coletiva, estratégias para enfrentar desafios climáticos e ambientais no território.

O lançamento também contou com um encontro que aconteceu no Posto Territorial Nova Centreville, que integra o programa Periferia Viva, e começou com a apresentação do projeto, das instituições envolvidas e da metodologia de trabalho. Em seguida, os participantes realizaram uma Expedição urbana pela bacia do Córrego Cassaquera, conduzida pelo Instituto Rios e Ruas e pelo Nome aos Rios.

A caminhada passou pelo Parque Guaraciaba, pela nascente do Cassaquera e pelo Jardim do Mirante, contribuindo para o mapeamento inicial do território e para a identificação de desafios e oportunidades relacionados à água, à paisagem urbana e às áreas verdes.

“Aproximamos o corpo das pessoas ao corpo do território. Costumamos estimular três olhares: o crítico, que identifica o que não está funcionando; o apreciativo, que reconhece o que já funciona; e o olhar do sonho, que é imaginar o território que queremos construir”, explica José Bueno, diretor do Instituto Rios e Ruas.

Além das atividades de campo, o lançamento também incluiu reuniões técnicas entre as organizações participantes, realizadas na tarde do evento e no dia anterior. Os encontros tiveram como foco a sistematização de informações sobre o território, o planejamento participativo das próximas etapas e a discussão de possíveis arranjos de Soluções Baseadas na Natureza que poderão ser implementadas ao longo do projeto.

O Projeto Favelas Verdes Resilientes é realizado pelo Cidades Verdes ResilientesPeriferia VivaPeriferia Sem RiscoSBNMinistério das CidadesGoverno do Brasil e MDDF (Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas de Santo André), tem apoio da Prefeitura de Santo André, do SemasaGuajava Arquitetura da Paisagem e UrbanismoInstituto Árvores Vivas e Instituto Rios e Ruas.

Mais informações para a imprensa:
Liora Mindrisz
12 99201-2094
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