Polícia Civil deflagra Operação Nexion contra fraude bancária de R$ 1,2 milhão
Polícia Civil deflagra Operação Nexion contra fraude bancária de R$ 1,2 milhão
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Nexion com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. As ações do grupo causaram um prejuízo estimado em R$ 1,27 milhão. Agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça nas cidades de Poá e Embu das Artes, na Grande São Paulo, em Planaltina (GO) e em Brasília (DF).
A ofensiva é coordenada pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau, município do interior paulista. O levantamento de inteligência identificou o uso de cerca de 2,7 mil linhas telefônicas virtuais adquiridas em curto intervalo de tempo, além de 114 boletins de ocorrência no estado com indícios de participação do mesmo grupo criminoso.
Golpe contra idoso deu início às apurações
O ponto de partida da apuração ocorreu após um morador de Presidente Venceslau, um idoso de 80 anos, perder R$ 180 mil ao cair na modalidade de golpe da falsa central telefônica. Os suspeitos contataram a vítima se passando por representantes de uma instituição financeira e alegaram irregularidades na conta bancária, induzindo o morador a realizar movimentações financeiras para contas de terceiros.
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O cruzamento de dados realizado pelos investigadores conectou o número utilizado na abordagem inicial a uma ampla malha de linhas telefônicas falsas operadas pela quadrilha. A palavra “Nexion”, que dá nome à operação, faz alusão a essa rede interligada de telefones gerados sistematicamente para enganar correntistas.
O delegado Edmar Caparroz, coordenador da Operação Nexion, explica o desdobramento da apuração:
“Começamos a apuração a partir do prejuízo sofrido por um idoso, mas o cruzamento de informações permitiu encontrar outros registros de fraudes. Agora, nosso objetivo é aprofundar a investigação, identificar todos os envolvidos e localizar outras possíveis vítimas”, ressaltou o delegado Edmar Caparroz.

Bloqueio de bens e apreensão de provas
As equipes policiais realizam as buscas para apreender computadores, telefones celulares, mídias digitais e documentos que auxiliem no mapeamento da estrutura hierárquica do grupo. Em paralelo, a Justiça determinou o bloqueio judicial de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 180 mil, referente ao valor exato subtraído da primeira vítima identificada.
Os materiais apreendidos nas quatro cidades passarão por perícia técnica. A Polícia Civil prossegue com as diligências para apurar o montante total arrecadado ilicitamente pelos suspeitos e identificar eventuais novos integrantes do esquema.
SERVIÇO: COMO SE PREVENIR CONTRA O GOLPE DA FALSA CENTRAL BANCÁRIA
- Não forneça dados ou senhas: Bancos e instituições financeiras não ligam solicitando senhas, códigos de validação por SMS ou transferências de teste.
- Desconfie de ligações de emergência: Caso receba alertas sobre movimentações suspeitas na sua conta, desligue imediatamente.
- Utilize canais oficiais: Entre em contato com a sua agência ou banco usando exclusivamente os números impressos no verso do seu cartão ou no aplicativo oficial.
- Instrua familiares idosos: Mantenha familiares e idosos informados sobre a existência de abordagens por falsos atendentes.
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