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Reforma Tributária pauta eleições com promessa de ajustes

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Reforma Tributária pauta eleições com promessa de ajustes

Reforma Tributária pauta eleições com promessa de ajustes
A Reforma Tributária [1] domina a agenda econômica dos presidenciáveis. Cinco candidatos defendem implementar as novas regras a partir de janeiro, enquanto apenas um cogita adiar a transição programada para 2027.

Os dados baseiam-se em um levantamento da Roit [2], empresa de tecnologia fiscal. O estudo mapeou discursos e planos de governo dos postulantes ao Executivo nacional e estadual.

Candidatos aos governos estaduais adotam postura similar. Trinta políticos já debateram a questão, e 21 apoiam aplicar as mudanças sem atrasos.

Ajustes na Reforma Tributária dividem candidatos

(Foto: Reprodução)

O calendário federal exige rapidez. A Reforma Tributária entra em vigor no primeiro dia útil do próximo mandato, transferindo aos eleitos a pesada responsabilidade pela condução do modelo.

Lula (PT) defende o sistema aprovado durante sua gestão. O petista destaca benefícios diretos para a população, ancorados em dois pilares principais:

Devolução de impostos (cashback) para famílias do Cadastro Único.

Desoneração total da cesta básica nacional.

Outros nomes do cenário político pedem cautela estrutural. Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) exigem correções para reduzir a carga sobre o consumo.

Flávio Bolsonaro (PL) apresenta a resistência mais incisiva. O senador oscilou durante a campanha entre suspender o texto por um ano e realizar intervenções drásticas para cortar exceções setoriais.

“Propor uma emenda constitucional neste momento seria uma insanidade.”

A declaração contundente parte de Lucas Ribeiro, CEO da Roit. O executivo alerta que atrasar o cronograma ameaça a arrecadação e instaura uma crise aguda de credibilidade nos cofres públicos.

Pressão empresarial blinda cronograma

O setor privado rejeita a incerteza jurídica. Um grupo de 98 empresários, advogados e economistas enviou uma carta-manifesto aos presidenciáveis exigindo respeito às datas estipuladas.

Concorrentes alternativos miram alvos fora do escopo tradicional. As propostas marginais incluem:

Edmilson Costa (PCB): Tributação progressiva do consumo baseada na renda.

Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP): Fim dos impostos sobre consumo e taxação agressiva do capital.

Wilson Grassi (Democrata): Criação de imposto sobre transações financeiras.

O xadrez legislativo dificulta retrocessos. O advogado Mateus Pontalti esclarece que os marcos de transição estão cravados no texto constitucional, travando mudanças arbitrárias.

Gestores públicos possuem certa margem de manobra nos regulamentos estaduais. Contudo, desfigurar o núcleo da Reforma Tributária custaria caro à credibilidade econômica do país.

[1] https://abcdoabc.com.br/reforma-tributaria-revisao-contratos-abc/
[2] https://www.roit.com.br/

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