Rio Grande do Sul investiga caso suspeito de ebola em idoso
Rio Grande do Sul investiga caso suspeito de ebola em idoso

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul [1]investiga um caso suspeito de ebola [2] em um homem de 64 anos. O paciente recebeu atendimento inicial em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Embora o primeiro teste rápido tenha apontado resultado positivo para malária, os protocolos sanitários exigem a apuração completa para o vírus hemorrágico.
O paciente retornou recentemente de Uganda, na África Oriental, país que contabiliza 19 casos e duas mortes pela enfermidade. A região faz fronteira com a República Democrática do Congo, local que enfrenta um surto ativo da doença. Devido ao histórico de viagem, as autoridades do Rio Grande do Sul mantêm o monitoramento rígido.
Protocolos de segurança e análise laboratorial
O descarte definitivo da suspeita no Rio Grande do Sul depende do resultado do laboratório nacional de referência, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até a liberação do laudo, as ações de contenção e isolamento seguem ativas.
“Embora a malária seja, até o momento, o principal diagnóstico identificado, o caso permanece em investigação para doença pelo vírus ebola, conforme determinação dos protocolos do Ministério da Saúde”, afirmou o governo do Rio Grande do Sul em nota oficial.
Caso a Fiocruz confirme o diagnóstico, o paciente será transferido para um hospital de referência nacional. Atualmente, o idoso permanece monitorado de forma isolada no Grupo Hospitalar Conceição, situado na capital do Rio Grande do Sul.
Monitoramento de contatos e sintomas
A secretaria estadual informou que notificou o Ministério da Saúde imediatamente e já monitora as pessoas que tiveram contato próximo com o homem. O objetivo é identificar precocemente qualquer manifestação de sintomas.
Os sinais iniciais do ebola assemelham-se aos de outras infecções, o que eleva a complexidade do diagnóstico. Os principais sintomas são:
Febre e dor de cabeça;
Fraqueza intensa e dor de garganta;
Diarreia, vômitos e dor abdominal;
Perda de apetite e manifestações hemorrágicas.
A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais (como saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen) de pessoas ou animais infectados. Objetos contaminados também transmitem o vírus, mas não há evidências de contágio pelo ar ou pelo suor.
Alinhamento com o cenário nacional
O caso registrado no Rio Grande do Sul não é isolado em termos de suspeitas em território brasileiro. Na última sexta-feira (12), o estado de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola deste ano, envolvendo pacientes que estiveram na República Democrática do Congo. O Rio de Janeiro também descartou, em 1º de junho, uma suspeita de um viajante vindo de Uganda que acabou diagnosticado apenas com malária.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém o surto africano sob o status de emergência de saúde pública de importância internacional. Apesar disso, especialistas acalmam a população do Rio Grande do Sul e do país, pois o risco de chegada do vírus à América do Sul permanece muito baixo. Não há voos diretos entre o continente africano e as zonas afetadas, tampouco histórico de transmissão local na região.
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Grande_do_Sul
[2] https://abcdoabc.com.br/sao-paulo-segundo-caso-ebola-estado/
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