Sábado dourado: Brasil conquista ouros na canoagem e judô e celebra pódios na natação
Sábado dourado: Brasil conquista ouros na canoagem e judô e celebra pódios na natação
O esporte brasileiro vive um sábado dourado neste 29 de agosto. Em poucas horas, o país comemorou títulos importantes em dois continentes: Isaquias Queiroz foi campeão mundial na canoagem, na Polônia, enquanto Daniel Cargnin subiu ao lugar mais alto do pódio no Grand Slam de Judô de Lausanne, na Suíça.
A festa verde e amarela começou ainda na sexta-feira (28), nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira de natação paralímpica abriu o Parapan-Pacífico com quatro medalhas dois ouros e duas pratas e um novo recorde das Américas, estabelecido por Lídia Cruz.
Foi um fim de semana em que o Brasil apareceu no alto do pódio na água e no tatame. Entre título mundial, virada por ippon, recorde continental e dobradinha brasileira, atletas do país voltaram a mostrar força em diferentes modalidades do esporte internacional.
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CANOAGEM: Isaquias Queiroz volta ao topo do mundo
Um dos maiores nomes da história do esporte olímpico brasileiro, Isaquias Queiroz conquistou o ouro no C1 500 metros do Mundial de Canoagem, disputado em Poznan, na Polônia, neste sábado.
O baiano completou a prova em 1min46s08 e superou o tcheco Martin Fuksa, que ficou com a prata. O chinês Bowen Ji completou o pódio com o bronze.
A conquista colocou mais um capítulo em uma trajetória que já está entre as maiores da canoagem mundial.
Foi o quinto ouro de Isaquias no C1 500m em Campeonatos Mundiais, repetindo as conquistas de 2013, 2014, 2018 e 2022.
No total, o brasileiro chegou a 15 medalhas em Mundiais:
8 ouros
1 prata
6 bronzes
A conquista ganha ainda mais peso porque Isaquias havia ficado fora do pódio no C1 1000m, distância olímpica individual da canoagem velocidade.
O brasileiro reagiu e encontrou no C1 500m a prova para voltar ao topo do mundo.
Apesar do título, os 500 metros não fazem parte do programa olímpico individual de Los Angeles 2028. O foco olímpico seguirá no C1 1000m.
JUDÔ: Cargnin busca virada e leva ouro na Suíça
Se Isaquias brilhou nas águas da Polônia, Daniel Cargnin fez o Brasil comemorar no tatame em Lausanne.
O brasileiro conquistou neste sábado a medalha de ouro da categoria até 73 kg no Grand Slam de Judô disputado na Suíça.
A decisão teve roteiro de emoção.
Cargnin enfrentou o russo Danil Lavrentev e passou boa parte da final atrás no placar. Quando a derrota parecia se aproximar, o brasileiro conseguiu a reação e definiu o confronto com um ippon na reta final.
Foi a confirmação de uma campanha de cinco combates até o título.
Na estreia, o brasileiro passou pelo georgiano Mikheili Bakhbakhashvili após punições.
Depois, superou Ibrahim Demirel, da Turquia, que recebeu três punições.
Nas quartas de final, Cargnin venceu Kazbek Naguchev, dos Emirados Árabes Unidos, com um yuko.
A semifinal diante de Said-Magomed Khalidov foi para o golden score. Cargnin conseguiu um waza-ari e garantiu presença na decisão.
Na final, completou o caminho até o ouro com a virada diante de Lavrentev.
O resultado representa o segundo título de Grand Slam da carreira de Daniel Cargnin. O primeiro havia sido conquistado em Brasília, em 2019.
O judoca também chegou à marca de 10 medalhas no Circuito Mundial.
Vice-campeão mundial em 2025 e medalhista olímpico, Cargnin voltou a colocar o Brasil no topo em uma das principais competições do calendário internacional do judô.
NATAÇÃO PARALÍMPICA: Brasil começa com quatro medalhas
A sequência brasileira de bons resultados começou nos Estados Unidos.
Na sexta-feira, o Brasil fechou o primeiro dia do Parapan-Pacífico de natação, em Walnut, com quatro pódios:
2 ouros
2 pratas
A competição utiliza o formato multiclasses. Atletas de diferentes classes podem disputar a mesma série, e a classificação considera o Índice Técnico da Competição (ITC), que relaciona desempenho, tempo e classe funcional.
O Brasil disputa o torneio com 16 nadadores, todos medalhistas em provas individuais no Mundial de Singapura, realizado em 2025.
Lídia Cruz quebra recorde das Américas
Um dos grandes momentos brasileiros aconteceu nos 150 metros medley S4.
A fluminense Lídia Cruz conquistou o ouro e estabeleceu um novo recorde das Américas, completando a prova em:
2min56s31
A marca superou o tempo que a própria brasileira havia registrado nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando conquistou o bronze com 2min57s16.
E o pódio teve dobradinha brasileira.
A mineira Patrícia Pereira terminou a prova em 2min57s33 e conquistou a medalha de prata.
O Brasil, portanto, ficou com as duas primeiras posições.
Gabriel Bandeira também conquista ouro
O segundo ouro brasileiro veio com Gabriel Bandeira.
O paulista venceu os 200 metros livre das classes S2-S5 e S14, completando a prova em 1min53s21.
O resultado garantiu mais um lugar do Brasil no topo do pódio.
Bandeira voltou a competir em alto nível depois de enfrentar uma lesão no ombro após o Mundial de 2025.
Samuel Oliveira fecha noite com prata
A quarta medalha brasileira do primeiro dia veio nos 50 metros borboleta das classes S5-S7.
O paulista Samuel Oliveira completou a prova em 33s68, somou 949 pontos pelo índice técnico e ficou com a medalha de prata.
O japonês Eigo Tanaka conquistou o ouro.
Com isso, o primeiro dia brasileiro no Parapan-Pacífico terminou com Lídia Cruz e Gabriel Bandeira campeões e Patrícia Pereira e Samuel Oliveira vice-campeões.
Brasil ainda pode aumentar coleção de medalhas
O fim de semana esportivo brasileiro ainda não terminou.
O Parapan-Pacífico de natação segue até domingo (30) nos Estados Unidos.
A competição existe desde 2011 e reúne nadadores de alto rendimento de países de fora da Europa. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão estão entre as nações que criaram o torneio.
Assim, depois de um sábado marcado pelos ouros de Isaquias Queiroz e Daniel Cargnin, e de uma abertura com quatro medalhas na natação paralímpica, o Brasil ainda terá novas oportunidades de subir ao pódio.
Até aqui, porém, o fim de semana já ganhou tons de verde, amarelo e principalmente dourado.
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*Com informações: Agência Brasil
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