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TSE define regras para canais de WhatsApp em campanhas

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TSE define regras para canais de WhatsApp em campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) novas regras para o funcionamento de canais de WhatsApp dedicados ao apoio de campanhas eleitorais no país. A decisão, aprovada por unanimidade pelos sete ministros da Corte, atualiza as resoluções sobre propaganda eleitoral na internet e fiscalização digital após uma série de impasses jurídicos em torno do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelas novas normas estabelecidas pelo colegiado, os canais de mensagens que receberem qualquer tipo de apoio financeiro, suporte técnico ou direcionamento direto para páginas oficiais de candidaturas deverão obrigatoriamente realizar o registro formal na Justiça Eleitoral. Por outro lado, o compartilhamento orgânico de materiais ou o apoio espontâneo por parte de eleitores não configurarão vínculo direto com as coligações partidárias. Caso as exigências de transparência não sejam cumpridas, os canais correm o risco de desativação temporária até a regularização.

Embates jurídicos e o caso do canal Exército do Lula

A regulamentação célere ocorreu em meio a decisões conflitantes emitidas durante a semana na Corte. Na última terça-feira (13), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal “Exército do Lula” após a coligação oficializar o registro da ferramenta no tribunal, superando divergências anteriores entre gabinetes do próprio tribunal sobre a moderação das plataformas.

O debate sobre a segurança digital também levou a uma reunião oficial entre a cúpula do TSE, incluindo o vice-presidente André Mendonça, e executivos da Meta, holding responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp. No encontro, foram discutidos o uso indevido de ferramentas de inteligência artificial (IA) nas redes e a preservação de dados estratégicos.

Compromissos da Meta e preservação de dados

TSE define regras para canais de WhatsApp em campanhas
Presidente do TSE em audiência com representantes da Meta – Crédito: Antonio Augusto/TSE

Durante as tratativas com a Justiça Eleitoral, representantes da Meta informaram que aperfeiçoaram os filtros da Meta AI após incidentes recentes em que campanhas foram impactadas por conteúdos gerados por inteligência artificial considerados inadequados. A empresa reforçou o compromisso com o plano de conformidade enviado ao tribunal para garantir a paridade de armas entre os concorrentes ao pleito.

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Em relação à privacidade e ao monitoramento, a empresa esclareceu que, embora as mensagens privadas comuns possuam criptografia de ponta a ponta, as publicações feitas em canais de transmissão do WhatsApp não contam com esse mesmo nível de criptografia. Dessa forma, em cumprimento a ordens judiciais decorrentes de ações no TSE, metadados de publicações de campanhas nesses canais serão preservados e entregues às autoridades quando solicitados.

A Meta também se comprometeu a intensificar barreiras tecnológicas para impedir o impulsionamento irregular de propaganda eleitoral utilizando moedas estrangeiras ou perfis não autorizados por apoiadores.

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