Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal. A demissão de Eduardo Bolsonaro foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, na Portaria de Pessoal nº 135.
O motivo apontado é abandono de cargo: a portaria registra que Eduardo Bolsonaro faltou ao serviço sem justificativa por período superior a 30 dias consecutivos, conduta enquadrada como infração disciplinar grave. Ele ingressou na PF em 2010, após aprovação em concurso para escrivão, e ficou afastado da função enquanto exercia o mandato na Câmara.
Depois de perder o mandato de deputado federal em dezembro de 2025, por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro deveria ter retornado ao posto de escrivão no Rio de Janeiro. Ele não se reapresentou. Em janeiro de 2026, a PF determinou o retorno à unidade de origem, e a Corregedoria Regional abriu processo administrativo disciplinar por abandono de cargo.
Em julho, a Polícia Federal concluiu o processo e recomendou a demissão de Eduardo Bolsonaro. O parecer seguiu para o Ministério da Justiça, responsável pela decisão final. A formalização agora publicada encerra o caso administrativo. O cargo de escrivão da PF tem remuneração superior a R$ 21 mil, segundo levantamento do g1.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025 e afirma viver como exilado político. A defesa dele ainda não se manifestou sobre a demissão publicada no DOU. Com a saída da corporação, o ex-parlamentar perde o vínculo funcional com a PF, mas mantém o direito de recorrer da decisão na esfera administrativa e judicial.
A demissão de Eduardo Bolsonaro acontece em plena campanha eleitoral: o pai dele, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lidera pesquisas para a Presidência, e Lula pediu à Justiça Eleitoral a cassação do senador por posts colaborativos. O caso reforça o clima de disputa judicial em torno da família Bolsonaro na reta final da eleição de outubro.
