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Alunos de São Vicente criam álbum de figurinhas coletivo em escola

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Alunos de São Vicente criam álbum de figurinhas coletivo em escola

Alunos de São Vicente criam álbum de figurinhas coletivo em escola
Em clima de preparativos para a Copa do Mundo, os 350 estudantes da AMEI Maria de Lourdes Batista, localizada no Parque São Vicente, decidiram subverter a lógica do colecionismo individual. Através de uma iniciativa comunitária, a unidade escolar em São Vicente [1] transformou o tradicional álbum de figurinhas em um projeto de colaboração, onde o objetivo principal é o preenchimento conjunto de um painel coletivo até a estreia da seleção brasileira.

Metodologia pedagógica e integração em São Vicente

A iniciativa foi idealizada pela coordenadora pedagógica Andreza Simões. O projeto consistiu em desmontar dois exemplares do álbum e fixar suas páginas nas paredes do pátio, criando um grande mural interativo. A estratégia permite que todos os alunos acompanhem a evolução da coleção em tempo real e participem ativamente da colagem.

Segundo a coordenadora, o projeto vai além do entretenimento, utilizando o interesse pelo futebol para reforçar o aprendizado em São Vicente.

“Além da diversão, trabalhamos conteúdos pedagógicos de forma interdisciplinar, como números, nomes de países, cores e leitura por meio das trocas de figurinhas e da identificação dos cromos repetidos. Todas as atividades foram pensadas em alinhamento com a Base Municipal Curricular de São Vicente, unindo aprendizado, inclusão e participação coletiva”, detalhou Andreza Simões.

Inclusão social e economia compartilhada

O modelo de álbum coletivo surge como uma alternativa de inclusão para as famílias de São Vicente [2]. Em um cenário onde completar uma coleção individual pode exigir alto investimento financeiro, a escola garante que todos os estudantes, independentemente da condição socioeconômica, participem da experiência.

O estudante Enzo Leandro Benito Santos, de 11 anos, destacou o impacto positivo da ação:

“É mais fácil completar o álbum desse jeito. Todo mundo ajuda e trabalha em equipe. Tem gente que não tem dinheiro suficiente para comprar o álbum da Copa, então essa iniciativa é muito importante”.

Para Mateus, de 10 anos, o custo foi o fator decisivo para apoiar a ideia. “Dependendo do álbum, ia gastar mais de mil reais”, estimou o aluno, reforçando a viabilidade do projeto comunitário.

Diversidade e engajamento no esporte

A quebra de estereótipos também faz parte da dinâmica escolar. Alice Maria da Silva, de 10 anos, ressaltou que o interesse pelo esporte é universal. “Futebol e figurinhas são coisa de menino e de menina. É uma estrutura muito boa para quem quiser colar figurinhas à vontade”, afirmou a estudante, entusiasmada com a coleção que pertence a todos os alunos de São Vicente.

[1] https://abcdoabc.com.br/sao-vicente-acoes-maio-vermelho-cancer/
[2] https://www.saovicente.sp.gov.br/

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