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Projeto Som das Capas celebra 80 anos de Elifas Andreato

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Projeto Som das Capas celebra 80 anos de Elifas Andreato

Projeto Som das Capas celebra 80 anos de Elifas Andreato
A obra e a trajetória de Elifas Andreato [1] (1946–2022), um dos maiores nomes da arte gráfica e da ilustração no Brasil, ganham vida nas ruas do centro da capital paulista. O projeto “Som das Capas” promoverá uma série de três shows gratuitos que transformam a memória visual da música brasileira em espetáculos ao vivo, reunindo os cantores Zeca Baleiro, Raquel Tobias e o grupo Os Prettos.

A iniciativa ocupará espaços de relevância histórica e cultural no centro da cidade entre os meses de agosto e novembro de 2026, combinando apresentações musicais a relatos de bastidores das capas de discos que marcaram gerações.

Música, Memória Visual e Capas Históricas

Com direção de Bento Andreato, filho do artista e diretor do Instituto Elifas Andreato, cada apresentação do projeto reúne uma banda fixa a um convidado especial. O repertório de cada encontro é montado a partir do conceito gráfico de quatro capas de álbuns clássicos ilustradas pelo artista.

Divulgação

Além de ouvirem os arranjos ao vivo, os frequentadores acompanharão histórias sobre o contexto político, social e poético no qual as ilustrações foram criadas. Entre os álbuns homenageados figuram obras históricas da Música Popular Brasileira, tais como:

“Nervos de Aço”, de Paulinho da Viola;

“Batuque na Cozinha”, de Martinho da Vila;

“Luz das Estrelas”, de Elis Regina;

“Ópera do Malandro”, de Chico Buarque;

“Traço de União”, de Beth Carvalho;

“Um Brasileiro Errante”, de Renato Teixeira;

“Caipira”, de Rolando Boldrin;

“Nave Maria”, de Tom Zé.

O diretor Bento Andreato enfatiza que a iniciativa explicita o vínculo indissociável entre a imagem e a sonoridade da MPB:

“Elifas não apenas ilustrou discos. Ele ajudou a dar corpo visual à música brasileira. Muitas das imagens que criou se tornaram inseparáveis das canções, dos artistas e do momento histórico em que nasceram. O ‘Som das Capas’ nasce desse diálogo entre o que se vê e o que se escuta. É uma forma de celebrar Elifas em praça pública, com música, memória e encontro”, afirma Bento.

Datas e Palcos da Programação

A série de shows distribui-se por três palcos e equipamentos do centro paulistano:

30 de Agosto (Domingo, às 14h) – Zeca Baleiro:

Local: Praça Vladimir Herzog / Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato

Endereço: Rua Santo Antônio, 33 – Bela Vista, São Paulo/SP (atrás da Câmara Municipal, em frente ao Terminal Bandeira);

26 de Setembro (Sábado, às 15h) – Raquel Tobias:

Local: Galpão Cultural Elza Soares

Endereço: Alameda Eduardo Prado, 474 – Campos Elíseos, São Paulo/SP;

05 de Novembro (Quinta-feira, às 19h) – Os Prettos:

Local: Sala Olido – Centro Cultural Olido

Endereço: Avenida São João, 473 – Centro Histórico, São Paulo/SP.

O Legado Humanista de Elifas Andreato

Divulgação

Nascido em Rolândia (PR) em 1946, Elifas Andreato consolidou-se como referência na cenografia, imprensa alternativa, direção artística e arte gráfica nacional. Durante o período da ditadura militar no Brasil, seu trabalho gráfico nas capas de discos, jornais e cartazes de teatro afirmou-se como um símbolo de resistência política e defesa dos Direitos Humanos.

A abertura do projeto na Praça Vladimir Herzog carrega simbolismo especial. O espaço a céu aberto foi idealizado pelo próprio Elifas em conjunto com defensores da democracia, abrigando obras autorais como o monumento “Vlado Vitorioso” (réplica do Troféu Vladimir Herzog) e o painel inspirado na obra “25 de Outubro”.

O evento integra o movimento mensal “Todo Mundo Tem Que Falar, Cantar e Comer”, promovido em cooperação por 23 entidades culturais e jornalísticas, como o Instituto Elifas Andreato, o Instituto Vladimir Herzog, a Oboré e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

[1] https://abcdoabc.com.br/paco-recebe-exposicao-de-elifas-andreato/

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